O Coração de Praga Pulsa no Rio com Sopro e a Batuta de Radek Baborák

Um dos maiores trompistas do mundo lidera a orquestra de cordas mais longeva da República Tcheca em um programa que viaja do Classicismo ao século XX.

CONCERTOGRÃFINÍSSIMO

5/4/20262 min read

Fotos: divulgação

Por séculos, as ruas de Praga ecoaram a precisão de suas cordas e a clareza de seus metais. No próximo dia 9 de maio, sábado, uma das orquestras de cordas mais longevas da República Tcheca vai atravessar o Atlântico para ocupar o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sob a batuta e trompa do virtuoso Radek Baborák, a lendária Prague Chamber Soloists, PKS, o conjunto de cordas mais resiliente da República Tcheca, apresenta-se às 18h na prestigiosa série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais.

Com formação de música câmara, o PKS, traz ao Rio de Janeiro a rica tradição da escola tcheca em um repertório que percorre diferentes estilos e épocas, de obras do período barroco ao século XX, bem como música contemporânea. Em duas das cinco obras, o regente Radek Baborák assume o posto de solista, tocando trompa. Diferente das formações orquestrais convencionais, a Prague Chamber Soloists (PKS) nasceu, em 1961, de um desejo de protagonismo. Fundada pelo violista Hubert Šimáček e pelo icônico regente Václav Neumann, a orquestra foi concebida sob uma premissa audaciosa: um conjunto de câmara onde cada músico possui o fôlego e a técnica de um solista.

Essa identidade se mantém viva na formação atual. Os 16 instrumentistas que compõem o grupo não são apenas engrenagens de uma massa sonora; são professores da Academia de Artes Performáticas de Praga e membros de elite das principais instituições musicais do país, como a Filarmônica Tcheca e a Prague Philharmonia. Essa "seleção tcheca" de cordas traz ao Rio uma sonoridade polida por décadas de gravações premiadas e turnês que consagraram o grupo nos palcos mais exigentes da Europa, Ásia e América do Norte.

O Maestro que Canta com a Trompa

O grande diferencial desta apresentação reside na figura central de Radek Baborák. Reconhecido mundialmente como um dos maiores trompistas da música clássica contemporânea, Baborák personifica a versatilidade. No Theatro Municipal, ele exercerá um papel duplo: o de maestro, guiando a textura das cordas, e o de solista, demonstrando por que sua técnica elevou a trompa a novos patamares de expressividade.

O repertório escolhido reflete essa amplitude, percorrendo uma linha do tempo que vai da elegância estruturada do Classicismo às experimentações do século XX. Em duas das cinco obras programadas, o público terá a rara oportunidade de testemunhar Baborák em diálogo direto com a orquestra, fundindo o brilho do metal à suavidade das cordas.

PROGRAMA:

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756 - 1791)

Divertimento em fá maior, K. 138 ("Sinfonia de Salzburgo nº 3")

I. Allegro

II. Andante

III. Presto

JOSEPH HAYDN (1732 - 1809)

Concerto para trompa e cordas em ré maior, Hob.VIId:3

I. Allegro moderato

II. Adagio

III. Allegro

BENJAMIN BRITTEN (1913 - 1976)

Simple Symphony, op. 4

I. Boisterous Bourrée

II. Playful Pizzicato

III. Sentimental Sarabande

IV. Frolicsome Finale

LEONE SINIGAGLIA (1868 - 1944)

Romance para trompa e cordas, op. 3

FRANZ SCHUBERT (1797 - 1828)

Quarteto de cordas nº 14, em ré menor ("A morte e a donzela") - arranjo para orquestra de cordas: Gustav Mahler

I. Allegro

II. Andante con moto

III. Scherzo. Allegro molto

IV. Presto

SERVIÇO:

SÉRIE DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS

Prague Chamber Soloists & Radek Baborák, direção/trompa

9 de maio, sábado, 18h