Premiado, Pacifica Quartet Celebra a Excelência da Música de Câmara no Municipal do Rio
Pacifica Quartet se apresenta na próxima segunda-feira, 21, no Theatro Municipal com obras de Mendelssohn, Ligeti e Beethoven.
9/15/20263 min read


Fotos: Divulgação
A música de câmara tem a capacidade única de transformar o espaço de um teatro em um ambiente de absoluta entrega artística. Na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, às 19h, o público carioca terá a oportunidade rara de vivenciar esse fenômeno no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Dentro da prestigiada Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais, o renomado Pacifica Quartet realiza uma apresentação que promete ser um dos grandes marcos culturais da temporada na cidade.
A presença do Pacifica Quartet no Rio de Janeiro representa um privilégio indiscutível. Com três décadas de trajetória impecável, o quarteto norte-americano — formado por Simin Ganatra (violino), Austin Hartman (violino), Mark Holloway (viola) e Brandon Vamos (violoncelo) — ostenta um currículo impecável: dois prêmios Grammy, o cobiçado Avery Fisher Career Grant e o recente Prêmio Ruth Bader Ginsburg 2026. A aclamação da crítica internacional, como os elogios do The New York Times à sua intensidade e da Gramophone ao seu equilíbrio dinâmico, confirma que se trata de um conjunto no auge de sua maturidade artística.
Além da indiscutível excelência técnica e interpretativa dos músicos, a proposta do concerto distingue-se pela concepção rigorosa e inteligente de seu repertório. Afastando-se das convenções de uma apresentação tradicional, o programa constrói uma narrativa musical fundamentada no contraste entre diferentes estéticas e contextos históricos. A jornada tem início na elegância lírica e na sensibilidade do Romantismo de Mendelssohn, passa pela ruptura radical e pelas provocações sonoras da Modernidade de Ligeti e culmina na genialidade arquitetônica de Beethoven com o monumental Quarteto de Cordas nº 13. O encerramento com a "Grande Fuga" — o final original da obra — ressalta o caráter ousado da noite, oferecendo ao ouvinte um percurso que une a tradição à vanguarda em uma síntese de profunda complexidade e impacto emotivo.


O impacto da recente passagem do quarteto pelo Teatro Colón, em Buenos Aires, serve como testemunho da força performática do grupo. Segundo o jornal Clarín, “Existem programas de música de câmara que são um passeio estético, e outros que funcionam como uma jornada espiritual. O apresentado pelo Quarteto Pacifica pertenceu à segunda categoria”. O La Nación, por sua vez, estampou a crítica com o título “O Pacifica Quartet estreou no Teatro Colón com uma apresentação inesquecível”. Este mesmo programa será apresentado ao público carioca.
Fundado em 1994, o Pacifica Quartet rapidamente conquistou projeção internacional, vencendo alguns dos mais importantes concursos do mundo no gênero em que atua, como o prestigioso Prêmio de Música de Câmara Naumburg, em 1998. Em 2002, o conjunto recebeu o Prêmio Cleveland Quartet, concedido pela Chamber Music America, e foi selecionado para integrar o Bowers Program, do Lincoln Center. Quatro anos mais tarde, recebeu a cobiçada Bolsa Artística Avery Fisher, consolidando sua posição entre os principais quartetos de cordas dos Estados Unidos. Em 2026, recebeu o Prêmio Ruth Bader Ginsburg, concedido pela Washington Performing Arts.
Com um som cativante e coeso, o Pacifica Quartet vem sendo elogiado pela crítica especializada por seu "fraseado musical caloroso, controle dinâmico e equilíbrio extraordinário", segundo a revista "Gramophone", e por oferecer apresentações "envolventes e cheias de personalidade... com uma tranquilidade luminosa e uma intensidade arrepiante", na definição do jornal "The New York Times". Ao longo de uma carreira que já se estende por três décadas, o conjunto conquistou dois prêmios Grammy, em 2009 e 2021, e recebeu uma indicação, em 2024. Entre as suas gravações mais aclamadas, estão os quartetos nº 1 ao nº 5 de Elliott Carter, o ciclo completo dos quartetos de Shostakovich, o quinteto para piano de Leo Ornstein, com Marc-André Hamelin, o quinteto para piano de Brahms, com Menahem Pressler, e os quintetos para clarinete de Brahms e Mozart, com Anthony McGill.
21 de setembro, segunda-feira, 19h
Pacifica Quartet
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/n – Cinelândia - Centro
Classificação 10 anos
Frisas e Camarotes: R$ 3.600,00
Plateia/Balcão Nobre: R$ 600,00
Balcão Superior: R$ 250,00
Galeria: R$ 120,00