Temporada Dellarte une o virtuosismo de câmara de Midori no Teatro B32 à potência histórica da Orchestre des Champs-Élysées no Theatro Municipal do Rio

Dos acordes íntimos do violino Guarneri de 1734 em São Paulo à grandiosidade dos instrumentos de época da orquestra francesa no Rio.

CONCERTOGRÃFINÍSSIMO

5/20/20263 min read

Fotos: Divulgação

A temporada da Série Dellarte Concertos Internacionais reafirma seu papel como um dos eixos fundamentais da música clássica no país ao promover um verdadeiro intercâmbio cultural e estético neste mês de maio. Cruzando as pontes geográficas e artísticas entre São Paulo e Rio de Janeiro, o público brasileiro terá a oportunidade rara de testemunhar duas vertentes complementares da tradição erudita europeia: a precisão cirúrgica e o lirismo da música de câmara com a violinista japonesa Midori e a pianista lituana Ieva Jokubaviciute, no domingo, 24 de maio, às 18h, no Teatro B32. Em seguida, a potência e o rigor histórico de uma das maiores orquestras do mundo, a prestigiada Orchestre des Champs-Élysées, com regência de Philippe Herreweghe no dia 25 de maio, segunda-feira, às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Intimismo de Midori com lendário violino “Huberman”

A jornada se inicia na capital paulista no domingo, no Teatro B32 abre suas portas para um recital de prestígio internacional. A violinista japonesa Midori e a pianista lituana Ieva Jokubaviciute sobem ao palco em uma colaboração marcada pelo equilíbrio entre o rigor técnico e a intensidade expressiva. Para além da sinergia entre as intérpretes, a noite ganha um contorno quase místico pela presença do lendário violino “Huberman”, um Guarneri del Gesù de 1734 utilizado por Midori, que promete conferir uma dimensão sonora rica em texturas históricas.

O programa escolhido para o recital propõe uma viagem pelas nuances do sentimento romântico e clássico:

  • Ludwig van Beethoven: A célebre sonata "Primavera", com sua atmosfera pastoral e temas radiantes.

  • Robert e Clara Schumann: O diálogo íntimo do casal através dos três romances (Op. 28 de Robert), uma resposta musical afetuosa às peças de Clara.

  • Gabriel Fauré: A elegância e o frescor de sua Sonata em Lá Maior.

  • Franz Schubert: O encerramento virtuoso com o “Rondeau Brillant”, sintetizando a fusão perfeita entre o lirismo e a eletricidade técnica da música de câmara.

Orchestre des Champs-Élysées no Rio de Janeiro

Sem tempo para pausas, a celebração musical migra para o Rio de Janeiro na segunda-feira, 25 de maio, às 19h. O imponente Theatro Municipal será o cenário para a Orchestre des Champs-Élysées, sob a regência de seu fundador, o maestro Philippe Herreweghe.

Diferenciando-se das formações sinfônicas tradicionais, o conjunto francês — fundado em 1991 e residente na região de Nouvelle-Aquitaine — destaca-se globalmente por ser a primeira formação sinfônica francesa de renome a se apresentar com instrumentos de época. Amparada por uma rigorosa pesquisa musicológica, a orquestra busca a fidelidade interpretativa do Classicismo ao início do Modernismo, oferecendo ao ouvinte a chance de escutar as obras exatamente como foram concebidas por seus criadores.

“A apresentação da Orchestre des Champs-Élysées, regida por Philippe Herreweghe, é imperdível pela sua originalidade musical e pela excelente reputação que esses artistas construíram ao longo das últimas décadas”, destaca Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte.

O programa no Rio de Janeiro será dedicado a dois pilares colossais do repertório orquestral do Romantismo:

  • FRANZ SCHUBERT (1797 - 1828) - Sinfonia nº 8 ("Inacabada"), em si menor, D. 759

  • I. Allegro moderato

  • II. Andante con moto

  • LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 - 1827) - Sinfonia nº 7, em lá maior, op. 92

  • I. Poco sostenuto - Vivace

  • II. Allegretto

  • III. Presto

  • IV. Allegro con brio